Não sei ao certo, apoio meus movimentos no vazio, no vácuo.
Me sinto como um cinematoscópio, como os dos Lumières;
Reproduzo imagens, vomito foto-em-movimento na parede de uma gruta suja.
Quero reproduzir tuas imagens,
Quero ser o elo telespectador - tela.
Onde sou a tela,
Você, telespectador.
Caminhe por minhas películas,
Viaje em minhas desventuras por entre danças de imagens coloridas, preta-e-brancas.
Beije o moçinho, corra do psicopata, dançe com os animaizinhos da floresta.
escrito por terceiros em minha mente.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Respiro
Hoje, só tenho um desabafo não-poético.
Eu ainda não acredito ter encontrado alguém como você.
Como pode um único ser humano me por em um conflito tão grande.
Cheguei ao ponto de questionar (ou me deixar ser questionado) sobre minha existência.
Quem sou eu? Qual o meu papel? Todos temos papéis?
O que torna meu papel indigno, ou mais sofrível?
Viver em razão de outrem. Viver pensando que minha função é dispensar toda minha atenção à alguém, que não eu.
Será essa toda minha problemática existencial?
Nunca havia parado pra pensar que estou aqui.
Eu só vejo além dos meu olhos, nunca aquém.
O que tenho aqui dentro?
Seria uma possível solução embarcar em uma viagem introspectiva, de auto-conhecimento?
O que será que poderia encontrar lá? Será que conseguiria retornar?
Eu vejo o mundo de maneira onírica. Eu gosto disso, gosto muito.
Adoro pensar minha vida como uma película "almodovariana" de 16mm.
Mas até que ponto isso poderia me machucar? Já machucou? Será a hora de "fechar pra balanço"?
Eu vejo você em tudo.
Um dia acordei e você estava lá. Foi tudo tão repentino.
Eu sempre sonhei com o dia em que eu encontraria alguém parecido comigo.
Apesar de achar surreal, impossível; imaginava que não pudesse existir alguém no mundo só pra mim.
Apesar de sonhar com tal fato.
Dá pra entender?
Você não existe. Você é, talvez, uma percepção distinta da realidade.
Meu imaginário tansformou você.
Ou não.
A dúvida mata.
Será que eu construi uma imagem de sua imagem?
Acho que não. Acho que sim.
Quero você perto.
Mas, talvez, seja necessrário que você fique longe, para que eu faça tal viagem.
Queria tanto encontrar você na volta. Igual. Intacto.
Na verdade, eu queria voltar intacto.
Queria descobrir que eu sou assim.
Realmente, tudo são escolhas.
Eu escolhi sofrer (?).
É uma troca. Tenho uma visão bela da realidade, em troca de sofrimento.
Mas a realidade não é bela?
O que é a realidade?
É difícil.
Você fez uma leitura tão competa de mim.
Me deixe lê-lo também.
Não vai embora.
Eu entendi que não devo apostar todas as minhas fichas no vento, no incerto.
Será que você me vê.
Você me leva a crer que sim, e que não.
Porra!
M., obrigado por me fazer enxergar tudo isso.
Mas me entenda.
Eu não sou mais um adolescente em crise, eu amadureci. Concordo que não inteiramente, mas amadureci.
Só estou frágil, ou não, talvez eu tenha sido assim durante toda minha vida.
É, talvez, eu esteja envolto em uma bolha (policrômica - e, talvez, seja esse o motivo de tanta cegueira e fantasia) flexível.
EU NÃO QUERO QUE ELA SEJA DESTRUÍDA.
Mas deveria querer. Eu acho.
"X", serais-ce possible alors?
Eu ainda não acredito ter encontrado alguém como você.
Como pode um único ser humano me por em um conflito tão grande.
Cheguei ao ponto de questionar (ou me deixar ser questionado) sobre minha existência.
Quem sou eu? Qual o meu papel? Todos temos papéis?
O que torna meu papel indigno, ou mais sofrível?
Viver em razão de outrem. Viver pensando que minha função é dispensar toda minha atenção à alguém, que não eu.
Será essa toda minha problemática existencial?
Nunca havia parado pra pensar que estou aqui.
Eu só vejo além dos meu olhos, nunca aquém.
O que tenho aqui dentro?
Seria uma possível solução embarcar em uma viagem introspectiva, de auto-conhecimento?
O que será que poderia encontrar lá? Será que conseguiria retornar?
Eu vejo o mundo de maneira onírica. Eu gosto disso, gosto muito.
Adoro pensar minha vida como uma película "almodovariana" de 16mm.
Mas até que ponto isso poderia me machucar? Já machucou? Será a hora de "fechar pra balanço"?
Eu vejo você em tudo.
Um dia acordei e você estava lá. Foi tudo tão repentino.
Eu sempre sonhei com o dia em que eu encontraria alguém parecido comigo.
Apesar de achar surreal, impossível; imaginava que não pudesse existir alguém no mundo só pra mim.
Apesar de sonhar com tal fato.
Dá pra entender?
Você não existe. Você é, talvez, uma percepção distinta da realidade.
Meu imaginário tansformou você.
Ou não.
A dúvida mata.
Será que eu construi uma imagem de sua imagem?
Acho que não. Acho que sim.
Quero você perto.
Mas, talvez, seja necessrário que você fique longe, para que eu faça tal viagem.
Queria tanto encontrar você na volta. Igual. Intacto.
Na verdade, eu queria voltar intacto.
Queria descobrir que eu sou assim.
Realmente, tudo são escolhas.
Eu escolhi sofrer (?).
É uma troca. Tenho uma visão bela da realidade, em troca de sofrimento.
Mas a realidade não é bela?
O que é a realidade?
É difícil.
Você fez uma leitura tão competa de mim.
Me deixe lê-lo também.
Não vai embora.
Eu entendi que não devo apostar todas as minhas fichas no vento, no incerto.
Será que você me vê.
Você me leva a crer que sim, e que não.
Porra!
M., obrigado por me fazer enxergar tudo isso.
Mas me entenda.
Eu não sou mais um adolescente em crise, eu amadureci. Concordo que não inteiramente, mas amadureci.
Só estou frágil, ou não, talvez eu tenha sido assim durante toda minha vida.
É, talvez, eu esteja envolto em uma bolha (policrômica - e, talvez, seja esse o motivo de tanta cegueira e fantasia) flexível.
EU NÃO QUERO QUE ELA SEJA DESTRUÍDA.
Mas deveria querer. Eu acho.
"X", serais-ce possible alors?
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Homo imaginarius
E mais uma noite vem.
Como é bom se sentir assim, do meu jeito.
Sinta-se do meu jeito, prove.
Não, não é bom.
Você não aguentaria o pesado fardo de imaginar.
Eu sou um homo imaginarius.
Só eu sinto esse cheiro?
Que cheiro é esse?
Esse cheiro é tão envolvente... Estou sendo arrastado.
Pára.
Não, continua.
Muitos têm dons. Os mais variados possíveis.
Eu, como não deixaria de ser, tenho o meu também.
Mas o meu dom é complexo.
Eu vejo, eu cheiro, eu amo, eu sonho.
Acho que o meu dom é sonhar.
Amar é meu combustível.
Eu sei, estou soando disconexo, imcompreensível.
É que você não está sentindo esse cheiro.
Ele é quase inflamável, explosivo eu diria.
Eu te amo.
Amo?
Não sei, mas gosto desse cheiro.
Sinta-se como eu me sinto, prove.
Como é bom se sentir assim, do meu jeito.
Sinta-se do meu jeito, prove.
Não, não é bom.
Você não aguentaria o pesado fardo de imaginar.
Eu sou um homo imaginarius.
Só eu sinto esse cheiro?
Que cheiro é esse?
Esse cheiro é tão envolvente... Estou sendo arrastado.
Pára.
Não, continua.
Muitos têm dons. Os mais variados possíveis.
Eu, como não deixaria de ser, tenho o meu também.
Mas o meu dom é complexo.
Eu vejo, eu cheiro, eu amo, eu sonho.
Acho que o meu dom é sonhar.
Amar é meu combustível.
Eu sei, estou soando disconexo, imcompreensível.
É que você não está sentindo esse cheiro.
Ele é quase inflamável, explosivo eu diria.
Eu te amo.
Amo?
Não sei, mas gosto desse cheiro.
Sinta-se como eu me sinto, prove.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Ela
Alice era simples.
Tinha uma vida complexa.
Agia de acordo com seu imaginário mágico. Mas isso era, simultaneamente, seu castigo.
Alice era facilmente subvertida; as pessoas não a compreendiam. A traduziam.
Isso! Alice era traduzida. Alice era enclausurada dentro de modelos e situaçõoes. Mantinham-na presa dentro de um caixão vitalício.
Transformavam-na em algo modelável.
Ora, ela cedia.
Ora, não.
Alice respirava, não para subsistir. Alice respirava para sentir-se viva; pra sentir cheiros. Os cheiros lhe seduziam.
Alice sonhava, não involuntariamente. Alice decidira sonhar para sempre.
Alice.
Alice.
Alice era complexa.
Tinha uma vida simples.
Alice gostava de escrever.
Alice gostava de saber que vivia.
Mas, às vezes, eu sei que Alice não vive.
Ao menos, não de acordo com os modelos de vida.
Alice existia, talvez.
Não, Alice existia. Ela só poderia ser um desdobramento. Um desdobramento, com certeza, de uma alma como a sua.
Ora, se Alice era o desdobramento de uma alma como a sua, talvez as duas de misturem. Se completem.
Talvez seja eu, um desdobramento de Alice.
Eu ouço Alice, respirando.
Tinha uma vida complexa.
Agia de acordo com seu imaginário mágico. Mas isso era, simultaneamente, seu castigo.
Alice era facilmente subvertida; as pessoas não a compreendiam. A traduziam.
Isso! Alice era traduzida. Alice era enclausurada dentro de modelos e situaçõoes. Mantinham-na presa dentro de um caixão vitalício.
Transformavam-na em algo modelável.
Ora, ela cedia.
Ora, não.
Alice respirava, não para subsistir. Alice respirava para sentir-se viva; pra sentir cheiros. Os cheiros lhe seduziam.
Alice sonhava, não involuntariamente. Alice decidira sonhar para sempre.
Alice.
Alice.
Alice era complexa.
Tinha uma vida simples.
Alice gostava de escrever.
Alice gostava de saber que vivia.
Mas, às vezes, eu sei que Alice não vive.
Ao menos, não de acordo com os modelos de vida.
Alice existia, talvez.
Não, Alice existia. Ela só poderia ser um desdobramento. Um desdobramento, com certeza, de uma alma como a sua.
Ora, se Alice era o desdobramento de uma alma como a sua, talvez as duas de misturem. Se completem.
Talvez seja eu, um desdobramento de Alice.
Eu ouço Alice, respirando.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
make up na viuda.
Sei lá.
Hoje eu cansei.
Estou cansado, acho que está tudo tão em "tons pastéis".
Preciso dar um banho de roxo-intenso-com-pink-estridente na vida.
Hoje eu cansei.
Estou cansado, acho que está tudo tão em "tons pastéis".
Preciso dar um banho de roxo-intenso-com-pink-estridente na vida.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
C'est la vie.
Eu sei que a ausência é uma constância nesse blog.
Na verdade, eu já nem sei mais pra quem escrevo; dizia que seria minha válvula de escape, mas, confesso, seria bom compartilhar dessa minha fuga.
A vida continua a mesma. A universidade consome a maior parte do meu tempo, e com isso não quero dizer que seja porque estudo o tempo todo. As pessoas, as aulas, as desorientações, as festas, o bar, formam esses conjunto que denomino "a universidade".
Tive contato com as mais diversas formas de manifestação humana, se é que me entendem.
Que vida.
Sabe, eu acho que tudo é bonito.
Parece que tenho pretensão de soar poético, mas na verdade, eu enxergo tudo de maneira muito "ideal".
Ou, pelo menos, enxergava.
Estou tomando um banho de realidade que não esperava tomar.
Como é difícil viver.
Eu poderia tentar justificar essa dificuldade em viver com vários discursos socio-politico-economicos e mais eventuais "-" alguma coisa que possam existir, mas não o quero.
O problema, talvez, foi eu ter persistido nesse caminho de sonho e fantasia.
Eu sempre achei - e, confesso que talvez ainda ache - que a vida é um filme, uma daquelas películas bem dramáticas do almodóvar ou uma bem "artística" da nouvelle vague (sempre vivi meio que a-là Jules et Jim).
Sei lá.
"O homem é do tamanho do seu sonho" F.P.
Acho que o melhor a fazer é fechar a torneira do banho de realidade ou, pelo menos, acho que é o quero fazer.
Conflitos internos regulam a minha vida.
Na verdade, eu já nem sei mais pra quem escrevo; dizia que seria minha válvula de escape, mas, confesso, seria bom compartilhar dessa minha fuga.
A vida continua a mesma. A universidade consome a maior parte do meu tempo, e com isso não quero dizer que seja porque estudo o tempo todo. As pessoas, as aulas, as desorientações, as festas, o bar, formam esses conjunto que denomino "a universidade".
Tive contato com as mais diversas formas de manifestação humana, se é que me entendem.
Que vida.
Sabe, eu acho que tudo é bonito.
Parece que tenho pretensão de soar poético, mas na verdade, eu enxergo tudo de maneira muito "ideal".
Ou, pelo menos, enxergava.
Estou tomando um banho de realidade que não esperava tomar.
Como é difícil viver.
Eu poderia tentar justificar essa dificuldade em viver com vários discursos socio-politico-economicos e mais eventuais "-" alguma coisa que possam existir, mas não o quero.
O problema, talvez, foi eu ter persistido nesse caminho de sonho e fantasia.
Eu sempre achei - e, confesso que talvez ainda ache - que a vida é um filme, uma daquelas películas bem dramáticas do almodóvar ou uma bem "artística" da nouvelle vague (sempre vivi meio que a-là Jules et Jim).
Sei lá.
"O homem é do tamanho do seu sonho" F.P.
Acho que o melhor a fazer é fechar a torneira do banho de realidade ou, pelo menos, acho que é o quero fazer.
Conflitos internos regulam a minha vida.
domingo, 21 de junho de 2009
Expulsão
- Vinícius, não dá mais. "Eu fico preocupado", você sai, chega tarde, a gente acorda e você está dormindo aí na sala, ... Até o fim da semana você tem que arranjar um lugar pra você. Quando eu morei de favor, não saía de casa, respeitava. Você tinha que se adequar ao nosso cotidiano. Pô, você tem a chave de casa...
- Ok.
Mas na verdade, Reginaldo, olha o que eu queria ter dito pra você:
"Tudo bem, muito obrigado por ter me oferecido um teto. Mas não foi tão de favor assim, afinal, bem ou mal, eu pago o que tenho pra morar nessa merda. Eu nunca me neguei a fazer porra nenhuma pra vocês. Nossa, "como eu sou mau", eu acordo às 10 da manhã, eu chego às 2 da manhã, eu devo ser um monstro mesmo. Onde já se viu fazer isso?!
Eu nunca dei motivos pra você jogar na minha cara o fato de eu ter a chave dessa droga! Eu sempre fui responsável. Sempre fiz tudo direito.
E, aliás, detesto historinhas de moral. Você não me comove dizendo que pastou pra ser um "super administrador de empresas" de uma roça. Você pastou? Bem-vindo ao mundo real. Estou pastando também. Ah, as pessoas não são obrigadas a aguentar essa sua mania louca de se comportar como se fosse o dono da razão.
O grande problema é que sou educado. Devia mandar você ir "administar" a casa do caralho".
- Ok.
Mas na verdade, Reginaldo, olha o que eu queria ter dito pra você:
"Tudo bem, muito obrigado por ter me oferecido um teto. Mas não foi tão de favor assim, afinal, bem ou mal, eu pago o que tenho pra morar nessa merda. Eu nunca me neguei a fazer porra nenhuma pra vocês. Nossa, "como eu sou mau", eu acordo às 10 da manhã, eu chego às 2 da manhã, eu devo ser um monstro mesmo. Onde já se viu fazer isso?!
Eu nunca dei motivos pra você jogar na minha cara o fato de eu ter a chave dessa droga! Eu sempre fui responsável. Sempre fiz tudo direito.
E, aliás, detesto historinhas de moral. Você não me comove dizendo que pastou pra ser um "super administrador de empresas" de uma roça. Você pastou? Bem-vindo ao mundo real. Estou pastando também. Ah, as pessoas não são obrigadas a aguentar essa sua mania louca de se comportar como se fosse o dono da razão.
O grande problema é que sou educado. Devia mandar você ir "administar" a casa do caralho".
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